Home
Área de Atuação
Ações Revisionais
Juros 2012
Links Úteis
Atendimento


Juro do cartão de crédito é o maior desde 2000, diz Anefac

Taxas de juros subiram pelo segundo mês seguido em fevereiro.
Custo do dinheiro subiu em todas as modalidades de crédito.

 

As taxas de juros das operações de crédito subiram em fevereiro, pelo segundo mês consecutivo, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). A taxa média de juros para a pessoa física passou de 6,87% ao mês em janeiro para 6,92%.

Houve elevação dos juros em todas as linhas de crédito. No cartão de crédito, a taxa média cobrada pelos bancos passou de 10,66% ao mês para 10,69% ao mês, a maior desde junho de 2000, quando ficara em 10,70%.

No cheque especial, os juros subiram de 7,32% ao mês para 7,38% em fevereiro. Com a alta, a taxa mensal é a maior desde julho de 2009 (7,44%). Os juros do empréstimo pessoal também ficaram maiores: nos bancos, a taxa passou de 4,88% para 4,92%; em financeiras, a elevação foi de 10,12% para 10,20%.

As demais elevações foram verificadas nos juros cobrados pelo comércio )de 5,79% ao mês para 5,84%) e no financiamento de automóveis pelos bancos (de 2,43% para 2,47%.

Pessoa jurídica
Para as empresas, a taxa média de juros elevou-se de 3,65% ao mês (53,76% ao ano) em janeiro para 3,69% ao mês (54,47% ao ano) em fevereiro, na maior taxa de juros média desde novembro/2009.

Inadimplência no financiamento de veículos é recorde

BC divulgou recorde de 4,7% em janeiro, ante 3,1% do mês em 2008.
Novos financiamentos cairam 8,1% em relação a janeiro do ano passado.

 

A inadimplência no financiamento de veículos atingiu nível recorde de 4,7% em janeiro deste ano, ante 4,5% em dezembro e 3,1% em janeiro de 2008, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados nesta quinta-feira (26). De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, esse aumento tem relação com o `envelhecimento da carteira` e a opção dos clientes por financiar a compra de veículos por leasing, em detrimento do crédito tradicional.


Altamir disse que o aumento geral da inadimplência em janeiro `não causa estranheza`. Segundo ele, a elevação da taxa de pagamentos em atraso ocorre, normalmente, no início do ano principalmente entre as famílias que comprometem o orçamento com gastos sazonais, como tributos e despesas escolares.

 

A inadimplência no crédito concedido pelas instituições financeiras subiu de 4,4% em dezembro de 2008 para 4,6% em janeiro deste ano. Esse é o maior patamar registrado desde agosto de 2007. O aumento foi liderado pelo segmento das pessoas físicas, cuja parcela das operações com atraso superior a 90 dias subiu de 8% para 8,3%, o maior nível desde maio de 2002.


Sazonalidade


Altamir disse que a queda na concessão de novos empréstimos observada em janeiro é um movimento sazonal. Segundo ele, essa retração ocorre principalmente entre as empresas já que, normalmente, há encolhimento na atividade mercantil nos dois primeiros meses do ano.


No mês, a concessão de novos financiamentos caiu 17,6% na comparação com dezembro e 8,1% em relação a janeiro de 2008. Na média diária, as novas concessões caíram 13,7% sobre dezembro. Na comparação com janeiro do ano passado, a retração da média diária é de 3,7%.


Altamir disse que o quadro atual do crédito tem sinais `eloquentes` de recuperação dos empréstimos direcionados às famílias. Nas linhas para as empresas, no entanto, o cenário continua de retração.


O chefe do Departamento Econômico do BC divulgou ainda números preliminares do comportamento do crédito nos oito primeiros dias úteis de fevereiro. Nesse período, o estoque das operações de crédito das famílias cresceu 1,2% na comparação com igual período de janeiro. No estoque de empréstimos para empresas, houve retração de 0,6%. Ele também adiantou que o juro médio nas operações para pessoas físicas segue em tendência de queda e recuou 1,1 ponto porcentual, ante a taxa de janeiro, para 54% ao ano. Já o juro médio para as pessoas jurídicas subiu 0,2 ponto porcentual para 31,2% ao ano.

BC identifica distorções no setor de cartões de crédito e débito

Do Valor OnLine

 

BRASÍLIA - O Banco Central (BC) identificou várias distorções na indústria de cartões de pagamento, que tem uma estrutura verticalizada e concentradora no Brasil, única no mundo. Ao divulgar radiografia sobre esse mercado, o chefe do Departamento de Operações Bancárias (Deban) do BC, José Antonio Marciano, sintetizou: `Estamos avisando à indústria: eu vi e não gostei.`


Feito em conjunto com os órgãos de defesa da concorrência, o objetivo do estudo de três anos é criar condições regulatórias para ampliar a competitividade, eficiência e redução de custos. Foram ouvidos os agentes do mercado de cartões de crédito e de débito (exceto cartões emitidos por lojas ou pré-pagos) e lojistas.


Para incluir a posição do consumidor e usuário do cartão, o BC abriu um atalho em sua página na internet (www.bcb.gov.br) e receberá críticas e sugestões nos próximos 90 dias. Numa terceira etapa, as autoridades envolvidas prometem propor normas. Não há legislação específica no país direcionada aos cartões de pagamento.


Segundo Ana Paula Martinez, da Secretaria de Direito Econômico (SDE), os cartões de crédito e débito lideraram reclamações coletadas por 24 Procons, entre dezembro de 2005 e dezembro de 2008. De um total de 826 mil reclamações, em levantamento que não incluiu denúncias de Procons de São Paulo, os cartões ficaram com 12%, e a telefonia fixa em segundo lugar com 10%.


`Nós enxergamos que há muitas coisas para se melhorar`, enfatizou Marciano. A principal característica da indústria de cartões é o fato de uma única empresa prestar cinco etapas necessárias à operacionalização da venda com cartão. E duas bandeiras, a Visa e a Mastercard, concentram 90% das transações de cartões de crédito e débito, sendo que os quatro maiores bancos emissores de Visa detém 72,8% das operações totais. E os quatro maiores bancos emissores do plástico da MasterCard respondem por 66,4% das transações dessa bandeira.


O BC mostra no relatório que ao fim de 2007 havia um estoque de 66,6 milhões de cartões de crédito e 52,3 milhões de débito, com um aumento do volume de transações de 1,4 bilhão em 2002 para 3,9 bilhões.


As empresas que fazem o credenciamento dos lojistas são cinco. Cada uma também fornece os serviços de rede e os terminais (POS) para as transações, processa e compensa as transações. `Cada empresa trabalha apenas para uma plataforma de pagamento`, e tem capital dos bancos emissores, diz o BC, identificando a concentração.


`Por si só, a concentração não é ruim, porque pode gerar poder de mercado`, disse Martinez. `O que é ilícito é o abuso do poder de mercado`, complementou a advogada, ao comentar a legislação sobre concorrência no país.


A pesquisa também aponta que de 2003 a 2007 o lucro da atividade de credenciamento subiu mais de 300%, concentrado na Visanet, Redecard e Hipercard, inclusive `superando outros indicadores do setor como aumento de cartões, de estabelecimentos credenciados, volume e valor financeiro movimentado`.


Segundo o BC, a taxa média de desconto cobrada do lojista é de 2,9% do valor da transação - podendo chegar a 5% na máxima - para o cartão de crédito, que tem prazo de 30 dias para retorno ao lojista. No caso do cartão de débito, a taxa média foi de 1,6% com prazo de 2 dias.


Segundo Marciano, outra questão que aumenta o custo para o lojista é o fato de cada bandeira exigir uma infraestrutura única de compensação das operações. E as empresas do setor estão se negando a debater um compartilhamento.


`A não-divisão dos POS aumenta custos para os lojistas e dificulta a entrada de um novo cartão no mercado, porque cada um tem que desenvolver sua própria infraestutura`, declarou Marciano.


O relatório cita ainda o aumento da inadimplência, que até 2005 representava 2%, subiu a 2,6% das transações ao fim de 2007 no crédito rotativo do cartão de crédito. O estudo não toca, porém, nas taxas de juros cobradas pelos cartões sobre o financiamento da fatura dos cartões, a maior parte ainda na casa dos dois dígitos ao mês.


Ações Revisionais de Contratos Bancários

Site pronto: NetFacilita