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Cliente que não atender a recall terá veículo bloqueado para venda
Entenda o que muda com o Sistema de Monitoramento Online de Recall.
Dados serão levantados pelo código Renavam (Foto: Divulgação)
Quando determinada montadora identifica problemas em seu veículo, obrigatoriamente ela convoca consumidores a retornar às concessionárias. Por lei, o aviso sobre a necessidade do reparo deve ser feito por meios de comunicação — seja impresso, televisão, rádio e internet. Até aqui, nenhuma grande novidade. O que poucos sabem, no entanto, é que menos de 60% dos clientes atendem ao chamado, seja por falta de informação ou por não ter a dimensão da gravidade do problema, de acordo a Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil). Por esse motivo, daqui a 90 dias, entra em vigor uma lei que impede a transferência do veículo, caso o proprietário não tenha realizado os reparos estabelecidos por um recall.
Com a mudança, a responsabilidade do recall passou a ser também do dono do veículo. Para conseguir comunicar todos os clientes sobre a necessidade de recall, sem depender de que a pessoa tenha acesso aos informes na mídia, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) fechou parceria com os Correios. Os dados do atual proprietário serão levantados por meio do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) para que uma carta com o aviso chegue à casa da pessoa. É também pelo Renavam que o veículo será bloqueado para a venda ou desbloqueado.
Até agora, comunicados de recall eram feitos pela mídia (Foto: Reprodução/Divulgação)
“A preocupação era que a montadora não conseguia alcançar todos os proprietários, por outro lado, não podemos disponibilizar dados pessoais. Desta forma, pelo Renavam, conseguimos localizar a pessoa e bloquear a transferência do carro sem o recall feito”, ressalta o diretor-geral Denatran, Alfredo Peres da Silva, sobre o sigilo do processo.
O sigilo é importante também para evitar o uso do sistema como mala direta para ações de marketing das montadoras, como aponta o engenheiro e conselheiro da SAE Brasil, Francisco Satkunas.
A base de dados do chamado Sistema de Monitoramento Online de Recall será integrada por órgãos públicos, como o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor da Secretaria de Direito do Consumidor do Ministério da Justiça (DPDC), além da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
O novo sistema é recebido de forma positiva pela SAE Brasil. Para a entidade, o monitoramento resolve o problema de carros que vão passar para a mão do terceiro ou quarto dono, por exemplo. “É uma forma bastante saudável de se alcançar o consumidor”, afirma Satkunas.
Teste de impacto mais exigente
Além dos recalls, os testes de impacto de modelos nacionais e importados estão na mira do governo. A nova lei prevê que, a partir de 2012, sejam obrigatórios os testes frontais, traseiros e biodinâmicos, este último com a utilização de bonecos, que avalia impactos na cabeça, pescoço, tórax, joelhos e pés. Atualmente, é exigida apenas a avaliação estrutural de retenção da coluna de direção.
Crash test será mais rigoroso no Brasil (Foto: Divulgação)
Para os modelos já em circulação, esse sistema passará a ser exigido a partir de 2014, o que invalida também os carros que não possuem airbag. “Embora tenha surgido a lei do airbag, essa resolução já teria obrigado o sistema, porque sem ele, o carro não passa pelo crash test”, destaca o diretor-geral do Denatran.
Os testes terão de estar de acordo com as normas estabelecidas pela Agência Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), mas não precisam ser realizados no Brasil. Como a maioria das montadoras segue as rígidas regras de segurança dos Estados Unidos e da Europa para homologação, pouco irá mudar. O que para o bolso do consumidor será melhor, pois não aumentará os custos de produção.
Quem realmente terá de se adequar são as fabricantes asiáticas, especialmente as chinesas, na opinião do colaborador do comitê de veículos leves da SAE Brasil, Sergio Ricardo Fabiano. “Vamos ter melhorias, principalmente para as montadoras que entram no mercado agora, como as chinesas, que possam não ter esses testes. Isso vai melhorar a qualidade e trazer mais segurança”, destaca Fabiano.
De forma geral, na opinião dos especialistas e do diretor-geral do Dentran, as novas regras em conjunto com outras já anunciadas (veja tabela abaixo) é um reflexo do amadurecimento do mercado brasileiro de veículos. Apesar dos pontos positivos, Francisco Satkunas, da SAE Brasil, lembra de outro ponto que não pode ser deixado de lado pelo governo: a qualidade das ruas e estradas. “Por melhor que o carro seja projetado, tem buraco que causa acidente.”
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Confira as próximas mudanças na legislação
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Antifurto
A partir de setembro de 2010, será obrigatória a instalação de dispositivo antifurto nos veículos novos. Por decisão da Justiça, a função de rastreamento será uma opção do proprietário do veículo. |
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Cadeirinhas
A partir de setembro de 2010 começa a vigorar a lei que obriga o uso de dispositivo de retenção para crianças. Os equipamentos são diferentes para cada faixa etária. A punição definida pelo Contran é de multa de R$ 191,54 e sete pontos na CNH do motorista que transporta de forma irregular os menores de 10 anos. |
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Monitoramento de recalls
A partir de setembro de 2010 será ativado o Sistema de Monitoramento Online de Recall. Com ele, o proprietário do veículo receberá uma notificação de recall pelos Correios. Caso o reparo não seja feito, o carro não poderá ser vendido porque a transferência do documento estará bloqueada. |
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Autoescola
Em dezembro deste ano se torna obrigatória a realização de 30 horas-aula extras para os motofretistas e mototaxistas. Desde maio, é exigido que 20% das aulas práticas nas autoescolas sejam realizadas no período noturno. |
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Crash test
A partir de 2012 deverá ser obrigatório um novo teste de impacto (crash test). Mais complexo, ele avaliará impactos frontais, traseiros e biodinâmicos (com bonecos). Para os modelos em circulação, esse sistema passará a ser exigido a partir de 2014. |
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ABS
Todos os automóveis novos fabricados no Brasil ou importados deverão obrigatoriamente ter o sistema antitravamento de freios, o ABS, até 2014. |
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Airbag
Obrigatório para todos os veículos novos a partir de 2014. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou em março de 2009 a lei que torna obrigatório o airbag frontal para motorista e passageiro em carros novos. A medida vale também para importados zero quilômetro. |
Imagens: Editoria de Arte/G1 |
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Sistema financeiro
Novas regras para cartões entram em vigor
A partir desta quinta-feira, as máquinas nas lojas passam a aceitar cartões de qualquer bandeira, o que poderá reduzir as taxas de desconto em até 35%
Varejo poderá concentrar operações de diversas bandeiras de cartões numa só máquina (Werther Santana)
Especialista alerta os comerciantes a não se deixarem influenciar apenas pelos descontos em aluguéis das máquinas. É preciso barganhar mais
O setor de cartões de crédito entra nesta quinta-feira em uma nova fase no Brasil. As máquinas nas lojas passam a aceitar, a partir de agora, cartões de qualquer bandeira. A mudança era aguardada há anos pelo mercado. `Daremos início à Lei Áurea do varejo`, disse o presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior. Ainda que esse seja apenas o primeiro passo no caminho de desenvolvimento do setor, lojistas e consumidores devem sair ganhando, segundo especialistas. O lojista vai economizar porque poderá ter um só terminal - até agora, para aceitar cartões da Mastercard e da Visa, teria de pagar duas máquinas.
A expectativa de Pellizzaro é que a taxa de desconto paga pelos comerciantes às empresas credenciadoras de cartões caia entre 30% e 35% em um ou dois anos. Atualmente, de acordo com o presidente da CNDL, esta taxa varia entre 3,5% e 5% por compra, excluindo-se dessa conta os 100 maiores varejistas e os postos de gasolina, que possuem contratos diferenciados. `Já estamos fazendo um alerta aos lojistas para que, os que conseguirem redução dessa taxa, a repassem logo para o consumidor`, disse.
O executivo salientou, no entanto, que o comerciante precisa estar atento para não se deixar influenciar por descontos em aluguéis das máquinas (POS, de point of sale, na sigla em inglês). `O aluguel é a ponta do iceberg e aceitar apenas esse desconto é cair no conto do vigário`, disse.
Apesar de considerar o fim da exclusividade um avanço para o setor, o presidente da CNDL mostrou-se preocupado com o esforço das grandes empresas em tentar fidelizar seus clientes. Algumas das ofertas para os lojistas consistem em reduzir – ou até zerar – a cobrança do aluguel das POS desde que o comerciante permaneça com a máquina por um tempo determinado (geralmente, um ou dois anos). `Uma das empresas está fazendo promoções e sorteios para reter o lojista em sua base. Vão sortear automóveis, televisores, viagens, periquito, papagaio... tudo`, ironizou.
Cartel – Com o fim da exclusividade, o foco da Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, passará a ser o de monitorar o mercado para evitar a prática de cartel entre as maiores companhias do setor, segundo o economista-chefe da SDE, Paulo Britto. `Vamos monitorar se não haverá algum tipo de acomodação por parte das companhias que já atuam no setor, bem como identificar possíveis barreiras à chegada de novas empresas`, comentou. Para ele, o fim da exclusividade deve ser tratado como uma `vitória significativa` ainda que este seja apenas o primeiro passo de desenvolvimento do setor no Brasil.
O presidente da Cielo – que, junto com a Redecard, domina o setor no Brasil – e diretor da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Rômulo Dias, salientou que as palavras `cartel` ou `acomodação` não existem no dicionário das empresas de cartões. `A indústria não está acomodada. Está buscando serviços, inovações e produtos`, citou. De acordo com ele, o mercado deve crescer ainda mais com o fim da exclusividade, já que a utilização dos cartões por qualquer uma das máquinas faz com que sua possibilidade de uso seja maior. `Além disso, o mercado é grande o suficiente para quem quiser entrar.` Ele acrescentou, porém, que, para isso, é preciso dispor de competência e tecnologia, entre outras qualidades.
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Juro ao consumidor sobe em julho e passa de 134% ao ano
Pesquisa da Anefac mostra o efeito da alta da Selic nos juros de mercado. Juros para empresas também subiram, atingindo 64,4% ao ano.
Pesquisa da Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) divulgada nesta terça-feira (12) mostra que as taxas de juros praticadas no mercado brasileiro voltaram a subir no mês de julho na esteira da alta da taxa Selic, que passou de 12,25% para 13% no mês.
Para o consumidor, o juro chegou a 134,22% ao ano, com alta 0,39% no mês - em junho, a taxa anual média para o consumidor estava em 133,7%. A taxa mensal subiu de 7,33% para 7,35% entre junho e julho, como reflexo da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica da economia.
Os juros cobrados das empresas também ficaram mais altos. A taxa anual atingiu 64,4% em julho, com alta de 0,58% sobre os 64,03% praticados no mês anterior. A taxa mensal evoluiu de 4,21% para 4,23% entre junho e julho.
Selic x mercado
O aumento das taxas de juros, de acordo com a entidade, ficaram abaixo do patamar da elevação da taxa básica de juros (Selic) que foi elevada de 12,25% ao ano em julho de 2008, um aumento de 0,75 ponto percentual ao ano que representaria uma alta mensal de 0,06 ponto percentual.
Segundo a Anefac, como a alta ocorreu no fim do mês de julho, não houve tempo para as empresas de crédito repassarem a totalidade da alta da Selic para as operações de crédito
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Estacionamento é responsável em caso de roubo, diz especialista
Estabelecimentos devem ressarcir clientes em eventuais furtos. Responsabilidade inclui estacionamentos gratuitos.
Do G1, com informações do Jornal Nacional
Apesar de colocar avisos na entrada dizendo que não se responsabilizam por eventuais furtos de objetos deixados no interior do veículo, os estacionamentos são responsáveis pelos carros que abriga. A responsabilidade das empresas que administram estacionamentos vale tanto para os pagos quanto para os que são oferecidos de graça, como nos supermercados.
Várias empresas que exploram os estacionamentos informam nos bilhetes que o cliente recebe quando entra que tem apenas responsabilidade parcial sobre o veículo enquanto ele está estacionado. Um, por exemplo, diz que não se responsabiliza por objetos que fiquem dentro do carro, pelo rádio e até por pequenas avarias. Segundo os órgãos de defesa do consumidor, os avisos não têm valor.
“Essas mensagens só existem porque encontram repercussão no consumidor. Ainda que na entrada você veja comumente que eles não se responsabilizam. Aquilo é para ser ignorado porque, pela lei, é responsabilidade deles, sim”, ensina Marcos Diegues, do Instituto de Defesa do Consumidor de São Paulo.
Só que não é tão fácil fazer valer o direito. O empresário Sérgio Monteiro teve o carro arrombado em um estacionamento de um shopping. Levaram a parte da frente do rádio novinho. Só depois de muita insistência, depois de até duvidarem da palavra dele, acabou conseguindo o rádio de volta e o conserto da porta, em uma negociação direta.
“Começaram a falar que eu tinha que provar que eu tinha trazido a frente do rádio`, relata o empresário. `Hoje, se você não dominar os seus direitos, você acaba se dando mal”.
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