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Golpistas oferecem na internet veículos com preços abaixo da tabela

Modelo tabelado em R$ 60 mil é anunciado com R$ 10 mil de desconto.
Supostos vendedores indicam loja no interior de SP para retirar carro.

 

O anúncio de um Hyundai i30 2.0 GLS, modelo 2010, aparece em um site de classificados na internet com 8 mil quilômetros rodados por R$ 50 mil. Um modelo do mesmo ano e mesma quilometragem custa em torno de R$ 60 mil.

Por telefone, o anunciante solicita um sinal para a compra do veículo. “Você pode me dar um sinal de R$ 2 mil, que é um valor menor, para reservar a titularidade deste veículo e ai você vem até a loja para verificar o veículo”, diz a vendedora.

 

O carro anunciado estaria em uma loja, em Orlândia, no interior de São Paulo. A equipe do Jornal Hoje foi ao local, uma concessionária de outra fabricante, e um funcionário afirma que a loja nunca vendeu carros pela internet, mas há três anos recebe vítimas do golpe.

“Na melhor das intenções eles veem buscar o carro e obviamente o carro não existe porque nós não temos carros em sites”, afirma Jerry Cotian, representante da concessionária.

Dois dias após a investigação, o anúncio desaparece, mas ao ligar um homem atende e reduz ainda mais o preço do carro. “Eu tenho como fazer para o senhor R$ 45 mil”, diz o vendedor. “A gente pode fazer uma reserva desse veículo agora, pelo menos de R$ 5 mil, aí o senhor faz um test-drive, leva na autorizada que ele tem quatro anos de garantia”. Os golpistas fornecem todos os dados da documentação do carro.

O garçom Márcio Duarte quase caiu no golpe, mas quando viu que o preço estava muito baixo, não fechou negócio e procurou a polícia. “Quando a esmola é grande, o santo desconfia', afirmou Duarte. “Quando você vê que um produto está muito abaixo do mercado, você não pode comprar. Algo de errado ele vai ter”.

A delegada Helen Sardenberg, especializada em crimes virtuais diz que as quadrilhas usam telefones móveis e mudam de estado com frequência, então o comprador deve ficar sempre atento para não virar vítima. “Nós sabemos que essas quadrilhas elas tentam usar essa vantagem de ter esse benefício e por isso a pessoa acaba perdendo dinheiro e não realiza o negócio.”

O Jornal Hoje encontrou o verdadeiro proprietário do carro, que aparece na publicidade dos golpistas na internet. Ele mora no interior de São Paulo e ficou surpreso e assustado com o golpe.

Toyota admite problemas em 270 mil motores e estuda recall

Defeito está em equipamento de linhas de Lexus e Crown.
Falha pode fazer o veículo parar subitamente, diz porta-voz.

 

Lexus GS450h
Lexus GS450h é um dos carros equipados com
motor que apresenta falha
(Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP )

A Toyota reconheceu nesta quinta-feira (1) que carros da Lexus e da Crown apresentam um defeito no motor que poderá ocasionar um recall em 270 mil exemplares em todo o mundo.

Os veículos equipados com o motor defeituoso pertencem às séries Lexus GS350, GS450h, GS460, IS350, LS460, LS600h e LS600hL, além do Crown. Das 270 mil unidades que usam esse motor, 90 mil foram vendidas no Japão.

`No pior dos casos, nos modelos em questão, o motor poderá parar subitamente devido à falha de funcionamento de uma válvula`, explicou o porta-voz da Toyota, Hideto Yukawa. A Toyota recebeu 200 reclamações sobre o defeito e não tem registro de nenhum acidente ocasionado por ela.

No último domingo, a montadora já havia anunciado nos EUA um recall para o Lexus HS 250h, ano 2010, em decorrência de problemas de vazamento de gasolina durante testes de colisão.

No início do ano, um megarecall da Toyota envolveu 8,5 milhões de carros no mundo todo por causa de a problemas relacionados a aceleração súbita. A companhia japonesa, líder mundial na fabricação de automóveis, aceitou pagar uma multa recorde de US$ 16,37 milhões, imposta em abril pelas autoridades dos EUA por ocultar, durante meses, o defeito em seus veículos.

A hora de tomar um empréstimo é agora

Bia Ferrari

Agência bancária em São Paulo

Agência bancária em São Paulo (Antonio Milena)

Diante de um ciclo de alta dos juros em 2010, os especialistas ouvidos por Veja.com afirmam que não haverá escapatória: o crédito para pessoa física vai ficar gradativamente mais caro.

A recomendação para quem precisa tomar empréstimos é que antecipe sua decisão. “Esse aumento dos juros não vai acontecer de uma só vez, mas sim ao longo de algumas rodadas no decorrer do ano. Mesmo assim, quanto mais se demorar, maiores serão as chances de o interessado pegar uma taxa mais alta”, alerta Alexandre Andrade, economista da Tendências Consultoria.

Magnitudes diferentes – Os juros de todas as linhas de crédito para pessoa física devem aumentar, mas em magnitudes diferentes. Em momentos de elevação da Selic, explicam os especialistas, as taxas daquelas linhas mais baratas e de menor risco aos bancos, como o crédito consignado, tendem a aumentar com menos força. O outro lado da moeda é que os juros dos empréstimos mais arriscados e caros, como cartão de crédito e cheque especial, também sobem com maior vigor.

Em outras palavras, num ciclo de alta dos juros, ganham peso os velhos conselhos de finanças pessoais. “A melhor opção é fugir dos créditos de emergência. Se o consumidor puder, ele deve tomar o crédito consignado, que é a linha mais barata”, explica Luiza Rodrigues, economista do Santander.

O financiamento de veículos também tende a sofrer relativamente menos o aumento da taxa básica porque oferece o próprio bem adquirido como garantia de pagamento aos bancos. A variação da Selic também influencia de forma menos acentuada o financiamento imobiliário porque a maior parte desse crédito provém de recursos da poupança e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), com taxas definidas pelo governo.

Taxas pré e pós-fixadas - Quase todas as carteiras de crédito ao consumidor oferecem pagamento com taxas pré-fixadas. Trocando em miúdos, as parcelas são fixas, com juros determinados no momento da assinatura do contrato.

“As taxas pós-fixadas, em que os juros flutuam conforme a taxa Selic, começaram a reaparecer no mercado ultimamente”, afirma Evaldo Alves, professor de economia da Fundação Getúlio Vargas.

Com a estabilidade monetária vivida pelo Brasil, essa modalidade é vista como uma boa opção para quem tomar um financiamento de longo prazo. “Eu sugiro a pós-fixada porque ninguém faz um financiamento imobiliário de dois anos. Em 2010, os juros ficarão mais altos, mas, nos próximos dez ou 15 anos, a taxa Selic deve cair muito”, explica a economista do Santander. No entanto, é preciso estudar os riscos dos juros flutuantes. “Pode acontecer alguma coisa errada como já aconteceu em outras épocas”, alerta.

Entenda as melhores opções de crédito

Financiamento de veículos: Os ajustes nas taxas costumam levar cerca de 20 dias para ocorrer em função das revisões de contratos entre bancos, financeiras e concessionárias. Por possuir o próprio automóvel como garantia, essas linhas são menos arriscadas e sua elevação dá-se de forma mais moderada se comparada às do resto do mercado. Como se trata de uma linha de médio prazo e não se espera recuo expressivo da Selic pelo menos até o final de 2011, pegar um financiamento prefixado agora é uma forma de garantir parcelas comparativamente mais modestas às que virão pela frente.

Crédito pessoal e consignado: Também sofrem ajustes com maior defasagem. A recomendação é comparar o valor final financiado e o à vista para saber quanto de juros e encargos estão embutidos no financiamento. O consignado é a opção mais barata de crédito para pessoa física. 

Evite

Cheque especial: É o primeiro a ser afetado pelo aumento dos juros. Os bancos repassam a elevação diretamente ao consumidor. Deve ser usado somente para emergências e nunca para financiar bens de consumo duráveis.

Cartão de crédito: O reajuste leva alguns dias porque os bancos precisam rever os contratos com as empresas de cartão. Depois da revisão, passam a valer as novas taxas. O financiamento de produtos por meio desta linha de financiamento deve ser feito com cautela. Não se deve optar por um número muito grande de prestações e as parcelas não devem ultrapassar 30% da renda disponível do consumidor.


Ações Revisionais de Contratos Bancários

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